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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Macaco, a boneca e a banana


Antônio Baixinho, na sua gloriosa carreira circense, fez muito sucesso. Dentre os números que ele apresentava, havia um que levava a galera ao delírio. Era quando se apresentava com um macaco.
Antônio Baixinho deixava o macaco com fome, pegava uma boneca, tirava-lhe a cabeça e enchia-a de banana. Em seguida, furava a boca da boneca deixando aparecer u pouco da banana sobre os lábios da mesma. Nesses exato momento, o locutor anunciava a próxima atração:
     “Distinto público, o mundo do circo não pode parar. Com vocês o momento mais esperado do nosso espetáculo. Antônio Baixinho e o macaco namorador”.
Antônio Baixinho entrava vestido numa malha azul
     segundo os vereadores Mário Rodrigues e Maninho, a malha era rósea, mas eu prefiro crer que era azul      de mãos dadas com o macaco e na outra a boneca. Antônio Baixinho colocava a boneca sobre uma cadeira e olhando bem sério para o macaco apontava em direção à boneca e perguntava:
     Como é que rapaz namora?
O macaco, que a essas alturas já não suportava de tanta fome e sabendo o que havia dentro da boneca, corria desesperado em direção a ela, dava-lhe um beijo na boca, mordendo lhe toda, e apertando-a com tanta força para que saísse mais banana de dentro dela.
O ponto culminante do espetáculo era quando o macaco apertava o bumbum da boneca, arrancando aplausos calorosos de toda plateia. Quando acabava a banan, consequentemente acabava o namoro e o macaco voltava para Antônio Baixinho, que pegava na mão dele e os dois se curvavam perante o público que, de pé, batia palma e pedia bis.

Escrito: Por Giovani de Oliveira