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domingo, 20 de janeiro de 2013

Historia Contadas por Antonio Baixinho e Escrita por Giovani de Oliveira

          A Saga de Antônio Baixinho, o mascate da Vila Neuma A Vila Neuma é um bairro periférico, da cidade de Iguatu, onde acontece de tudo. Fuxico lá, corre mais ligeiro do que ladrão da polícia. É exatamente nesse bairro que mora o folclórico Antônio Baixinho, que nasceu humorista, mas se tornou vereador, segundo ele, por insistência do povo. Ele é uma espécie de guru do bairro. Para que vocês tenham uma ideia ele leva doente para o hospital, criança para ser batizada, noiva para se casar. Quando algum casal se encontra brigado, é o nosso pequeno herói que procura o consenso, dando uma de conselheiro. Apartar briga de foice e de faca é também com ele mesmo. Apesar da estatura, quase dois metros de altura quando está em cima de um palanque, Antônio Baixinho é realmente uma grande figura. Com um senso de humor aguçado, não perde oportunidade de provar isso em qualquer situação, seja ela a mais inusitada possível e imaginável. Com vocês as melhores de “Antoin Baixim” 

Escrito: Por Giovani de Oliveira

Antônio Baixinho e a Culinária

Antônio Baixinho estava trabalhando na roça, junto com vários peões. A comida era péssima: no almoço, feijão com pão de milho; no jantar, mungunzá d’agua no sal.

Antônio Baixinho não suportando mais, revolucionariamente reuniu os colegas e disse: “vocês vão ver como amanhã eu vou almoçar arroz com carne”.

Dez da manhã do dia seguinte, na roça num sol escaldante, Antônio Baixinho dá uma agonia de araque e cai sobre a enxada. Os colegas levam-no até a casa do patrão. Ao chagarem, colocam Antônio baixinho no alpendre. O patrão chega e pergunta:


     O que foi que houve?
     O nosso colega que desmaiou –respondeu um dos peões.
Nesse momento, um ventinho vindo da cozinha traz consigo um cheiro de comida temperada. Antônio Baixinho fingindo e , pensado ele ser o momento certo, começa a gemer:
     Ai, ai, ai, meu Deus!
O patrão grita:
     Zefa faça ligeiro um chá de marcela com talo de mamão e traga aqui pra esse moço.
Antônio Baixinho, morto de fome e sabendo que não ia sair a tão sonhada comida, passa a mão na barriga e grita:
     Pode trazer o feijão com pão de milho!