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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Novamente no Hospital


Antônio Baixinho leva uma eleitora sua acompanhada do marido. Ao terminar a consulta, o médico, mesmo percebendo que o marido da paciente estava uma tanto quanto apressado, falou:

     A esposa do senhor vai ter que tomar uma lavagem.

     O marido, mais grosso do que pescoço de estivador, olha para Antônio Baixinho e, segurando no braço da esposa, encarou o médico e disse:

     Dotô, minha muié num é nem uma poica pra tomar lavagem não! Ouviu! 


Escrito: Giovani de Oliveira




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Dose errada

Antônio Baixinho foi chamado para levar dois irmãos para o hospital. Um deles estava com febre em torno de 40 graus. O outro estava totalmente louco, quebrando tudo dentro de casa e querendo se deitar entre os trilhos da linha férrea. O nosso herói entra em ação e, com muita criatividade, coloca o doido na garupa da moto. O que estava com febre foi atrás do irmão, protegendo-o e segurando firme na cintura de Antônio Baixinho. Como nada é impossível para Antônio Baixinho, em poucos minutos os três estavam no hospital.

Ao ser feita a ficha, como os nomes dos irmãos eram parecidos, um se chamava Aldemir e o outro Valdemir, a enfermeira trocou o nome dos irmãos, e o que estava com febre tomou uma injeção conhecida vulgarmente como ‘sossega leão’; o que estava doido tomou um remédio para febre.

Alguns minutos depois, Antônio Baixinho percebe que o irmão que estava com febre, e que havia tomado a injeção trocada, estava dormindo o sono dos puros, e o que estava doido ficou mais doido ainda, sendo preciso uma camisa de força.

Escrito: Por Giovani Oliveira




Caixão das almas


O nordestino é um tipo hospitaleiro, alegre, comunicativo, que não deixa a tristeza penetrar em seu interior facilmente. Apesar de todas as adversidades, que são muitas, ele jamais perde a alegria de viver. Mesmo diante de sua imensa pobreza, arranja sempre uma maneira das coisas se tornarem engraçadas.
A pobreza no interior nordestino é tão grande que existe o caixão das almas. O que vem a ser isto? O caixão das almas é um caixão muito simples. Feito de madeira da mais ordinária possível, onde os pobres são levados para serem enterrados. Em seguida o caixão é trazido de volta para o próximo que vier precisar dele.
Geralmente o caixão das almas fica guardado na sacristia das igrejas ou capelas.
Na vila Neuma, no mês de maio, estavam celebrando as novenas de Nossa Senhora de Fátima.
Certa noite, havia tanta gente na pequena capela que tinha gente até na sacristia, onde se encontrava o caixão das almas.
Um gaiato da vila Neuma, antes de começar a novena, sem que ninguém percebesse, entrou no caixão.
Todos os fiéis cantavam: “Há treze de maio na cova da Iria, no céu aparece a virgem Maria. Avé, avé, avé Maria!
Nesse exato momento, o gaiato que estava dentro do caixão começou a se tremer e a gritar. As pessoas entraram em pânico e foi um Deus nos acuda. O padre, muito gordo e impossibilitado de correr, passo mal.
Coisas da vila Neuma.

Escrito: Por Giovani de Oliveira


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


Irmãos Coragem

Antônio Baixinho, à época trabalhando como pedreiro, foi contratado para fazer uma restauração num túmulo no cemitério Sra. Sant’Ana.
Acompanhado de um irmão, um cabeludo mais feio do ele, foi à luta.
Ao chegarem ao cemitério, o irmão de Antônio Baixinho sobe para fazer o serviço na parte superior, com uma lata de cal; enquanto Antônio Baixinho ficou na parte interna inferior do túmulo, onde geralmente há um portão.
Ao escurecer, uma senhora, que havia perdido o marido, acompanhada de duas filhas, que os irmãos estavam trabalhando. Ela, chorando bastante, aos prantos, dizia:
     Ah! Meu Deus! Se eu tivesse o merecimento de ver José!
Nesse exato momento, o cabeludo, irmão de Antônio Baixinho, todo sujo, pula de cima do túmulo para pegar mais cal. A senhora desmaia. Antônio Baixinho, que se encontrava dentro do túmulo todo melado de cal, bota a cabeça para o lado de fora e grita:
     O que diabéisso aí?
As filhas correm em disparada, deixando a mãe atirada ao chão.
O irmão de Antônio Baixinho, vendo a situação da pobre mulher, tenta reanima-la:
     Dona Minina, sou eu!
Alguns minutos depois, a senhora volta a si. Todavia quando ela se depara com o cabeludo todo branco de cal, desmaia novamente.
Do lado de fora do cemitério, as filhas da pobre mulher, que ficara desmaiada, gritavam:
     Nós vimos duas almas! Nós vimos duas almas!

Escrito: por Giovani de Oliveira



Não tem culpa nenhuma

Antônio Baixinho acordou preocupado com as contas e ficou surpreso. Sua esposa havia lhe servido o café na cama. E a bandeja estava farta: frutas, presunto, queijo, todo tipo de pão, biscoitos e inúmeros salgadinhos. Antônio baixinho Perguntou:
     Mulher, dibeéisso?
     Amor, hoje faz dezessete anos do nosso casamento.
Antônio Baixinho aproveitou e comeu tanto que adormeceu.
A esposa aproxima-se do dorminhoco e diz:
     Amor, eu queria te dizer uma coisa. É porque engordei um porco  e queria mata-lo hoje, afinal de contas, são dezessete anos.
Antônio Baixinho, bocejando, responde:
     Mulher, vai te aquietar e não faça nada com o bichinho não, que ele não tem culpa de nada.


Escrito: Por Giovani de Oliveira


Antônio Baixinho, o conselheiro


Alfredo Felipe comprou uma moto de 600 cilindradas e junto com uma galera de motoqueiros pegam a estrada nos fins de semana para curtir a natureza.
Antônio Baixinho sabendo da novidade e preocupado foi até o amigo:
    Alfredo, macho, diabéisso de tu tá escanchado numa motona, andando feito um doido que nem bala pega.
Alfredo, tentando argumentar, olha para o amigo e responde:
    Antônio Baixinho, em tudo que eu faço, eu não esqueço a prudência. E fique tranquilo que eu só tô nessa por causa da adrenalina.
Antônio Baixinho, pensando que prudência e adrenalina eram duas garotas, passa a mão no cabelo e diz cautelosamente:
    Alfredo, eu sei que deve ser muito bom o caba andar com duas joiadas numa motona. Agora, me diga uma coisa: e se tua mulher souber? Do jeito que ela é ciumenta!

Escrito: Por Giovani de Oliveira


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


Respeite a surra

Um caminhão de Cruz Vermelha chegou á vila Neuma fazendo doação de roupas usadas.
Um malandro, biriteiro, de porte físico avantajado, vendo o alvoroço, veio correndo se juntar á multidão. O malandro vendo uma roupa enorme, do seu tamanho, de cor cáqui, uma espécie de farda, foi logo dizendo:
     Essa é do Dodói!
Depois de tomar um banho, o malandro vestiu a nova indumentária e convidou um amigo para “dar umas voltas”. Por onde passava, ele era alvo dos olhares e da curiosidade de todos . Ao chegarem ao cabaré, o malandro pediu uma cerveja e foi dançar com uma das garotas. Depois de várias cervejas e de ter dançado com todas as garotas disponíveis, eis que chaga uma patrulha policial. O comandante da Patrulha e os seus subordinados, quando invocada, se entreolham, batem continência, perguntam se está tudo bem e vão embora.
O malandro estava se sentindo o maior dos homens. As garotas lhe cobriram de mimos e carinhos. E para completar, a dona do bordel disso que a “autoridade presente” não pagava nada.
O malandro estava fazendo tanto sucesso com a nova roupa que aonde ele chegava, as pessoas pensavam que se tratava de uma ilustre autoridade. A cena dos policiais lhe prestarem continências foi repetida várias vezes. Até que um dia, um policial novato, comandante da patrulha, ao se deparar com o malandro mais uma vez no cabaré, lhe pergutou:
     Qual a sua corporação?
O malandro sem saber o que é corporação e morto de bêbado responde:
     Eu trabalho na olaria de Chico Judite.
Segundo o povo da vila Neuma, foi a maior surra que um malandro dali já levou. A surra foi tão grande que ao rasgarem as pernas da calça, ainda deu uma saia para a irmã do malandro.

Escrito: Por Giovani de Oliveira




terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O grande ídolo


Antônio Baixinho estava fazendo um comício num determinado sítio quando chaga um senhor e diz:
     Antoin Baixim, o sonho da minha filha é conhecer o senhor. Será que não dava pra gente ir lá em casa?
Antônio Baixinho sentiu-se orgulhoso, porém não deixando que o sucesso lhe embriagasse, topou na hora.
Depois de três cancelas, de uma topada num toco de jurema e de passar por três cercas de oito fios de arame, finalmente chegaram á casa que ficava num pé-de-serra. O dono da casa grita:
     Rusara.
O nome da garota era Rosária, uma adolescente, que de tanto ouvir pelo rádio o nome de Antônio Baixinho, curiosamente queria conhece-lo. Feitas as apresentações de praxe, a menina boquiaberta, olha para o visitante e diz:
     Vaila! Como Antoin Baixin é feio!
O pai da garota sentindo-se constrangido, olha para a esposa que nesse momento estava admirada com a figura de Antônio Baixinho e Diz:
     Zulmira, tu tá ouvindo o que é que Rusara tá dizendo?
     Tô Sebastião, e tem uma coisa, Rusara pode ser tudo, menos mentirosa.
Antônio Baixinho, com o seu ego para baixo, se despede e vem embora.
Segundo um amigo seu, íntimo, toda vez que ele se olha no espelho, ele se lembra de Rosária.

Escrito: Por Giovani de Oliveira

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Macaco, a boneca e a banana


Antônio Baixinho, na sua gloriosa carreira circense, fez muito sucesso. Dentre os números que ele apresentava, havia um que levava a galera ao delírio. Era quando se apresentava com um macaco.
Antônio Baixinho deixava o macaco com fome, pegava uma boneca, tirava-lhe a cabeça e enchia-a de banana. Em seguida, furava a boca da boneca deixando aparecer u pouco da banana sobre os lábios da mesma. Nesses exato momento, o locutor anunciava a próxima atração:
     “Distinto público, o mundo do circo não pode parar. Com vocês o momento mais esperado do nosso espetáculo. Antônio Baixinho e o macaco namorador”.
Antônio Baixinho entrava vestido numa malha azul
     segundo os vereadores Mário Rodrigues e Maninho, a malha era rósea, mas eu prefiro crer que era azul      de mãos dadas com o macaco e na outra a boneca. Antônio Baixinho colocava a boneca sobre uma cadeira e olhando bem sério para o macaco apontava em direção à boneca e perguntava:
     Como é que rapaz namora?
O macaco, que a essas alturas já não suportava de tanta fome e sabendo o que havia dentro da boneca, corria desesperado em direção a ela, dava-lhe um beijo na boca, mordendo lhe toda, e apertando-a com tanta força para que saísse mais banana de dentro dela.
O ponto culminante do espetáculo era quando o macaco apertava o bumbum da boneca, arrancando aplausos calorosos de toda plateia. Quando acabava a banan, consequentemente acabava o namoro e o macaco voltava para Antônio Baixinho, que pegava na mão dele e os dois se curvavam perante o público que, de pé, batia palma e pedia bis.

Escrito: Por Giovani de Oliveira

domingo, 20 de janeiro de 2013

Historia Contadas por Antonio Baixinho e Escrita por Giovani de Oliveira

          A Saga de Antônio Baixinho, o mascate da Vila Neuma A Vila Neuma é um bairro periférico, da cidade de Iguatu, onde acontece de tudo. Fuxico lá, corre mais ligeiro do que ladrão da polícia. É exatamente nesse bairro que mora o folclórico Antônio Baixinho, que nasceu humorista, mas se tornou vereador, segundo ele, por insistência do povo. Ele é uma espécie de guru do bairro. Para que vocês tenham uma ideia ele leva doente para o hospital, criança para ser batizada, noiva para se casar. Quando algum casal se encontra brigado, é o nosso pequeno herói que procura o consenso, dando uma de conselheiro. Apartar briga de foice e de faca é também com ele mesmo. Apesar da estatura, quase dois metros de altura quando está em cima de um palanque, Antônio Baixinho é realmente uma grande figura. Com um senso de humor aguçado, não perde oportunidade de provar isso em qualquer situação, seja ela a mais inusitada possível e imaginável. Com vocês as melhores de “Antoin Baixim” 

Escrito: Por Giovani de Oliveira

Antônio Baixinho e a Culinária

Antônio Baixinho estava trabalhando na roça, junto com vários peões. A comida era péssima: no almoço, feijão com pão de milho; no jantar, mungunzá d’agua no sal.

Antônio Baixinho não suportando mais, revolucionariamente reuniu os colegas e disse: “vocês vão ver como amanhã eu vou almoçar arroz com carne”.

Dez da manhã do dia seguinte, na roça num sol escaldante, Antônio Baixinho dá uma agonia de araque e cai sobre a enxada. Os colegas levam-no até a casa do patrão. Ao chagarem, colocam Antônio baixinho no alpendre. O patrão chega e pergunta:


     O que foi que houve?
     O nosso colega que desmaiou –respondeu um dos peões.
Nesse momento, um ventinho vindo da cozinha traz consigo um cheiro de comida temperada. Antônio Baixinho fingindo e , pensado ele ser o momento certo, começa a gemer:
     Ai, ai, ai, meu Deus!
O patrão grita:
     Zefa faça ligeiro um chá de marcela com talo de mamão e traga aqui pra esse moço.
Antônio Baixinho, morto de fome e sabendo que não ia sair a tão sonhada comida, passa a mão na barriga e grita:
     Pode trazer o feijão com pão de milho!




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Na noite que o defunto arrotou, quero informa que tenho permição da familia para conta esta historia seu alfredo vivia com um problema muito serio no intestino a te q veio morrer como sempre a vila ela e muito solidaria quando morre uma pessoa nos fomos para o velhorio la para as 3 hora da manha seu alfredo da um Arroto que o povo sai correndo para fora da casa de taipo a janela bem pequeninha ficou grande Tantico um grande amigo meu deu uma carreira nessa mesma noite pegou o trem asa branca ate hoje nunca mais apareceu levamos o defunto para Dr Hildernando ele falou q ele tinha morrido de uma indisposição gástrica a que nos conhecemos com enpasinado