Radio

sexta-feira, 22 de março de 2013





O místico



Segundo Antônio Baixinho, mesmo ele sendo devoto de ‘padim pade ciço’, voto não tem religião; venha de onde vier sempre será bem vindo.
Em plena campanha política, ele foi num caminhão lotado de crente a um culto. Os crentes cantavam um hino a todos pulmões. “O sangue de Jesus me levou. Alegre cantarei pelo senhor Jesus que me salvou”.
Antônio Baixinho, mais desafinado do que penico em goteira, cantava junto com os crentes.
Numa determinada curva, o caminhão quebra a barra da direção – é o novo! ---, e foi crente para todo lado. Um deles, com medo de morrer, se agarrou com Antônio Baixinho e gritou:
--Valei-me meu padim pade Ciço!

Em busca de ascensão social

O sonho de Antônio Baixinho era fazer amizade com médico e de preferência político. Havia um em Iguatu que preenchia os requisitos. Só que esse médico era conhecido por gostar muito de receitar aos seus pacientes a famosa injeção de Benzetacil. Como não havia quem o apresentasse ao doutor, Antônio Baixinho, para se aproximar do mesmo, tirou uma ficha no posto de saúde e, embora estivesse sem doença alguma, foi se consultar. Antônio Baixinho esperava que o papo enveredasse para o lado político, porém se enganou completamente. Como o médico já havia atendido inúmeras pessoas e estava muito cansado, só foi Antônio Baixinho entrar, o doutor perguntou:
-O que é que o senhor está sentindo?
Antônio Baixinho, pego de surpresa, gaguejou um pouco a mão no cabelo, gesto que lhe é peculiar, e inventando algumas doenças, disse:
-Seu doutor, eu tô com suor frio, escurecimento de vista, quando vou mijar é de pingo em pingo e se eu bato na minha barriga de um lado é um zabumba e do outro um tarol.
O médico não contou conversa e tome dezesseis injeções de Benzetacil para Antônio Baixinho.
Segundo ele, as quatro últimas teve de tomar literalmente na bunda –desculpem-me, mas eu acho a músculo ele não aguentava mais.

segunda-feira, 4 de março de 2013


Informação do seu direito
2º Via de Documentos

Importante: Documentos roubados - BO (boletim de occorrência) dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA???


Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos como:

Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11)..



Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao Detran p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP..
Informações Importantes sob seu direito

MULTA DE TRANSITO : essa você não sabia
            No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.


Código de Trânsito Brasileiro
Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa. 




domingo, 3 de março de 2013

Lan House Acesso DA HORA - Compra de Cash Para Point Blank

3.500 Cash
Compre no Cartão e receba o cartão de Cash por e-mail
á vista por R$ 10,00
R$ 15 , 00


5.000 Cash
Compre no Cartão e receba o cartão de Cash por e-mail
á vista por R$ 13,00
R$ 17 , 00


10.000 Cash
Compre no Cartão e receba o cartão de Cash por e-mail
á vista por R$ 25,00
R$ 29 , 00


15.000 Cash
Compre no Cartão e receba o cartão de Cash por e-mail
á vista por R$ 37,00
R$ 42 , 00


20.000 Cash
Compre no Cartão e receba o cartão de Cash por e-mail
á vista por R$ 49,00
R$ 55 , 00


40.000 Cash
Compre no Cartão e receba o cartão de Cash por e-mail
á vista por R$ 97,00
R$ 105 , 00


60.000 Cash
Compre no Cartão e receba o cartão de Cash por e-mail
á vista por R$ 145,00
R$ 157 , 00

Obs.: Deposite valor de preço avista e envie para e-mail: "rodrigo.yas@hotmail.com o extrato de deposito:
Dados para deposito:
Nome: Francisco Alves da Silva
Banco Caixa Econômica Federal 
Agencia: 0613
OP: 013
Conta: 00005192-0

Obs.: Para Agilizar a compra, após a confirmação da operadora do Cartão ligar para fone: (88) 3581-4857.
Compre diretamente no Estabelecimento da Lan com preço á vista.
Os Cash cai na hora da compra
Se não over confirmação da operadora do cartão, o código do cash não sera enviado.
Qualquer duvida ligue ou coloque um comentário.

sábado, 2 de março de 2013


Antônio Baixinho no esporte II


Depois da Copa Antônio Baixinho, não faltou convite para o campeão se apresentar em vários lugares. Num certo domingo, time do Tabajaras foi jogar na vila Guassucê, município de Orós, e logicamente, Antônio Baixinho, presidente de honra da equipe, foi como chefe da delegação.
O ônibus, com capacidade para 36 passageiros, levou quase 80 pessoas. Como todos sabem, time que tem torcida é assim mesmo. O escrete da vila Guassucê, com o seu ataque arrasador formado por Acarape, Acarapinga, Bebê de Mola, Santo Antônio e Veludo, impiedosamente goleou o tabajaras pelo elástico placar de 4 a 0.
Antonio Baixinho, evidentemente, botou toda culpa no juiz, mas nada pôde fazer, pois o presidente do time da vila Guassucê, o senhor eDson Feroz, mais conhecido como ‘Carrasco’, disse que ele não se metesse não que a era quente.
Na volta, o ônibus estava tão lotado que tinha gente saindo pelo ladrão. Por falar em ladrão, um batedor de carteira, dos inúmeros que se encontravam no ônibus, se antecipou e levou a grana de um bêbado. Este puxou uma lambedeira de 12 polegadas e foi um Deus nos acuda. Clodoaldo, o treinado do tabajaras, deficiente físico, quando ouviu as crianças chorando, gritaria das mulheres e todos querendo sair de uma só vez, não contou conversa e abrindo a janela do ônibus pediu a Antonio Baixinho, que vinha sentado ao seu lado:
Antoin Baixim, pelo amor de Deus, me jogue pela janela e depois jogue as minhas muletas. Nessas alturas, o ônibus estava no chão e quase parando. Antonio Baixinho sacode o treinador e as suas muletas. Alguns minutos depois, com o bêbado já dominado, felizmente tudo voltou ao normal.
Antônio baixinho desce acompanhado de seus dois seguranças, Quinzinho e Dezesseis, e vão procurar o treinador. Para surpresa de todos e azar do pobre treinador, ele estava aos gritos, pois o coitado havia caído em cima de um pé de cansanção.



Antônio Baixinho no esporte I


A copa de Futebol Antônio Baixinho foi o maior sucesso na vila Neuma. Com 16 equipes inscritas e com a participação de toda comunidade, a Copa foi o maior evento esportivo de todos os tempos que aconteceu no bairro. O grande momento da Copa foi a final entre o ‘Tabajaras’, time de coração do grande do grande cartola, e o Cruzeiro. A superioridade da agremiação cruzeirense era notória e o time de Antonio Baixinho pedia por 2 a 0. No início do segundo tempo, o Cruzeiro faz mais um. Antônio Baixinho usando de suas prerrogativas, que o poder lhe confere, entra em campo, expulsa o juiz e ele mesmo continua a partida como árbitro. O time do Tabajaras sofre três pênaltis e empata a partida.
Aos 48 minutos, um atacante dos Tabajaras completamente impedido e com ajuda da mão vira o placar para 4 a 3. E tome cachaça e forró na vila Neuma. Pois como diz o grande Antônio Baixinho:
     Eu não sou besta de fazer Copa pra time meu ser vice-campeão.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pescocim



Na vila Neuma existe um sujeito muito invocado que nasceu praticamente sem pescoço. A galera, que não deixa por menos, botou o apelido nele de ‘Pescocim’. Por conta disso, já ia havendo até morte, pois o invocado deu uma facada num rapaz por tê-lo chamado de Pescocim. Todos na vila têm o maior medo dele e ninguém era besta de chamá-lo pelo apelido, já que a boca era quente. Como na vila tem todo tipo  de malandragem, eis que aparece um malandro e diz ser capaz de chamar o valentão pelo incômodo apelido. O malandro foi aconselhado a não se meter com a fera, mas irredutivelmente disse que até apostaria.
Foram feitas várias apostas. A galera estava num boteco tomando cachaça e jogando sinuca quando de repente aparece Pescocim. O malandro entra em ação e, se dirigindo ao encontro de Pescocim, diz:
     Rapaz, você tá lembrado daquela pescaria que nós fizemos e pegamos aquele tambaqui de 12 quilos? Pescocim grosseiramente responde:
     Não foi comigo não!
     Foi. Você já pescou comigo __ retrucou o malando.
     Pesquei não! – disse Pescocim já irritado.
     Pescou sim! __ finalizou o malandro.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Novamente no Hospital


Antônio Baixinho leva uma eleitora sua acompanhada do marido. Ao terminar a consulta, o médico, mesmo percebendo que o marido da paciente estava uma tanto quanto apressado, falou:

     A esposa do senhor vai ter que tomar uma lavagem.

     O marido, mais grosso do que pescoço de estivador, olha para Antônio Baixinho e, segurando no braço da esposa, encarou o médico e disse:

     Dotô, minha muié num é nem uma poica pra tomar lavagem não! Ouviu! 


Escrito: Giovani de Oliveira




Clique e Ganhe
Dose errada

Antônio Baixinho foi chamado para levar dois irmãos para o hospital. Um deles estava com febre em torno de 40 graus. O outro estava totalmente louco, quebrando tudo dentro de casa e querendo se deitar entre os trilhos da linha férrea. O nosso herói entra em ação e, com muita criatividade, coloca o doido na garupa da moto. O que estava com febre foi atrás do irmão, protegendo-o e segurando firme na cintura de Antônio Baixinho. Como nada é impossível para Antônio Baixinho, em poucos minutos os três estavam no hospital.

Ao ser feita a ficha, como os nomes dos irmãos eram parecidos, um se chamava Aldemir e o outro Valdemir, a enfermeira trocou o nome dos irmãos, e o que estava com febre tomou uma injeção conhecida vulgarmente como ‘sossega leão’; o que estava doido tomou um remédio para febre.

Alguns minutos depois, Antônio Baixinho percebe que o irmão que estava com febre, e que havia tomado a injeção trocada, estava dormindo o sono dos puros, e o que estava doido ficou mais doido ainda, sendo preciso uma camisa de força.

Escrito: Por Giovani Oliveira




Caixão das almas


O nordestino é um tipo hospitaleiro, alegre, comunicativo, que não deixa a tristeza penetrar em seu interior facilmente. Apesar de todas as adversidades, que são muitas, ele jamais perde a alegria de viver. Mesmo diante de sua imensa pobreza, arranja sempre uma maneira das coisas se tornarem engraçadas.
A pobreza no interior nordestino é tão grande que existe o caixão das almas. O que vem a ser isto? O caixão das almas é um caixão muito simples. Feito de madeira da mais ordinária possível, onde os pobres são levados para serem enterrados. Em seguida o caixão é trazido de volta para o próximo que vier precisar dele.
Geralmente o caixão das almas fica guardado na sacristia das igrejas ou capelas.
Na vila Neuma, no mês de maio, estavam celebrando as novenas de Nossa Senhora de Fátima.
Certa noite, havia tanta gente na pequena capela que tinha gente até na sacristia, onde se encontrava o caixão das almas.
Um gaiato da vila Neuma, antes de começar a novena, sem que ninguém percebesse, entrou no caixão.
Todos os fiéis cantavam: “Há treze de maio na cova da Iria, no céu aparece a virgem Maria. Avé, avé, avé Maria!
Nesse exato momento, o gaiato que estava dentro do caixão começou a se tremer e a gritar. As pessoas entraram em pânico e foi um Deus nos acuda. O padre, muito gordo e impossibilitado de correr, passo mal.
Coisas da vila Neuma.

Escrito: Por Giovani de Oliveira


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


Irmãos Coragem

Antônio Baixinho, à época trabalhando como pedreiro, foi contratado para fazer uma restauração num túmulo no cemitério Sra. Sant’Ana.
Acompanhado de um irmão, um cabeludo mais feio do ele, foi à luta.
Ao chegarem ao cemitério, o irmão de Antônio Baixinho sobe para fazer o serviço na parte superior, com uma lata de cal; enquanto Antônio Baixinho ficou na parte interna inferior do túmulo, onde geralmente há um portão.
Ao escurecer, uma senhora, que havia perdido o marido, acompanhada de duas filhas, que os irmãos estavam trabalhando. Ela, chorando bastante, aos prantos, dizia:
     Ah! Meu Deus! Se eu tivesse o merecimento de ver José!
Nesse exato momento, o cabeludo, irmão de Antônio Baixinho, todo sujo, pula de cima do túmulo para pegar mais cal. A senhora desmaia. Antônio Baixinho, que se encontrava dentro do túmulo todo melado de cal, bota a cabeça para o lado de fora e grita:
     O que diabéisso aí?
As filhas correm em disparada, deixando a mãe atirada ao chão.
O irmão de Antônio Baixinho, vendo a situação da pobre mulher, tenta reanima-la:
     Dona Minina, sou eu!
Alguns minutos depois, a senhora volta a si. Todavia quando ela se depara com o cabeludo todo branco de cal, desmaia novamente.
Do lado de fora do cemitério, as filhas da pobre mulher, que ficara desmaiada, gritavam:
     Nós vimos duas almas! Nós vimos duas almas!

Escrito: por Giovani de Oliveira



Não tem culpa nenhuma

Antônio Baixinho acordou preocupado com as contas e ficou surpreso. Sua esposa havia lhe servido o café na cama. E a bandeja estava farta: frutas, presunto, queijo, todo tipo de pão, biscoitos e inúmeros salgadinhos. Antônio baixinho Perguntou:
     Mulher, dibeéisso?
     Amor, hoje faz dezessete anos do nosso casamento.
Antônio Baixinho aproveitou e comeu tanto que adormeceu.
A esposa aproxima-se do dorminhoco e diz:
     Amor, eu queria te dizer uma coisa. É porque engordei um porco  e queria mata-lo hoje, afinal de contas, são dezessete anos.
Antônio Baixinho, bocejando, responde:
     Mulher, vai te aquietar e não faça nada com o bichinho não, que ele não tem culpa de nada.


Escrito: Por Giovani de Oliveira


Antônio Baixinho, o conselheiro


Alfredo Felipe comprou uma moto de 600 cilindradas e junto com uma galera de motoqueiros pegam a estrada nos fins de semana para curtir a natureza.
Antônio Baixinho sabendo da novidade e preocupado foi até o amigo:
    Alfredo, macho, diabéisso de tu tá escanchado numa motona, andando feito um doido que nem bala pega.
Alfredo, tentando argumentar, olha para o amigo e responde:
    Antônio Baixinho, em tudo que eu faço, eu não esqueço a prudência. E fique tranquilo que eu só tô nessa por causa da adrenalina.
Antônio Baixinho, pensando que prudência e adrenalina eram duas garotas, passa a mão no cabelo e diz cautelosamente:
    Alfredo, eu sei que deve ser muito bom o caba andar com duas joiadas numa motona. Agora, me diga uma coisa: e se tua mulher souber? Do jeito que ela é ciumenta!

Escrito: Por Giovani de Oliveira


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


Respeite a surra

Um caminhão de Cruz Vermelha chegou á vila Neuma fazendo doação de roupas usadas.
Um malandro, biriteiro, de porte físico avantajado, vendo o alvoroço, veio correndo se juntar á multidão. O malandro vendo uma roupa enorme, do seu tamanho, de cor cáqui, uma espécie de farda, foi logo dizendo:
     Essa é do Dodói!
Depois de tomar um banho, o malandro vestiu a nova indumentária e convidou um amigo para “dar umas voltas”. Por onde passava, ele era alvo dos olhares e da curiosidade de todos . Ao chegarem ao cabaré, o malandro pediu uma cerveja e foi dançar com uma das garotas. Depois de várias cervejas e de ter dançado com todas as garotas disponíveis, eis que chaga uma patrulha policial. O comandante da Patrulha e os seus subordinados, quando invocada, se entreolham, batem continência, perguntam se está tudo bem e vão embora.
O malandro estava se sentindo o maior dos homens. As garotas lhe cobriram de mimos e carinhos. E para completar, a dona do bordel disso que a “autoridade presente” não pagava nada.
O malandro estava fazendo tanto sucesso com a nova roupa que aonde ele chegava, as pessoas pensavam que se tratava de uma ilustre autoridade. A cena dos policiais lhe prestarem continências foi repetida várias vezes. Até que um dia, um policial novato, comandante da patrulha, ao se deparar com o malandro mais uma vez no cabaré, lhe pergutou:
     Qual a sua corporação?
O malandro sem saber o que é corporação e morto de bêbado responde:
     Eu trabalho na olaria de Chico Judite.
Segundo o povo da vila Neuma, foi a maior surra que um malandro dali já levou. A surra foi tão grande que ao rasgarem as pernas da calça, ainda deu uma saia para a irmã do malandro.

Escrito: Por Giovani de Oliveira




terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O grande ídolo


Antônio Baixinho estava fazendo um comício num determinado sítio quando chaga um senhor e diz:
     Antoin Baixim, o sonho da minha filha é conhecer o senhor. Será que não dava pra gente ir lá em casa?
Antônio Baixinho sentiu-se orgulhoso, porém não deixando que o sucesso lhe embriagasse, topou na hora.
Depois de três cancelas, de uma topada num toco de jurema e de passar por três cercas de oito fios de arame, finalmente chegaram á casa que ficava num pé-de-serra. O dono da casa grita:
     Rusara.
O nome da garota era Rosária, uma adolescente, que de tanto ouvir pelo rádio o nome de Antônio Baixinho, curiosamente queria conhece-lo. Feitas as apresentações de praxe, a menina boquiaberta, olha para o visitante e diz:
     Vaila! Como Antoin Baixin é feio!
O pai da garota sentindo-se constrangido, olha para a esposa que nesse momento estava admirada com a figura de Antônio Baixinho e Diz:
     Zulmira, tu tá ouvindo o que é que Rusara tá dizendo?
     Tô Sebastião, e tem uma coisa, Rusara pode ser tudo, menos mentirosa.
Antônio Baixinho, com o seu ego para baixo, se despede e vem embora.
Segundo um amigo seu, íntimo, toda vez que ele se olha no espelho, ele se lembra de Rosária.

Escrito: Por Giovani de Oliveira

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Macaco, a boneca e a banana


Antônio Baixinho, na sua gloriosa carreira circense, fez muito sucesso. Dentre os números que ele apresentava, havia um que levava a galera ao delírio. Era quando se apresentava com um macaco.
Antônio Baixinho deixava o macaco com fome, pegava uma boneca, tirava-lhe a cabeça e enchia-a de banana. Em seguida, furava a boca da boneca deixando aparecer u pouco da banana sobre os lábios da mesma. Nesses exato momento, o locutor anunciava a próxima atração:
     “Distinto público, o mundo do circo não pode parar. Com vocês o momento mais esperado do nosso espetáculo. Antônio Baixinho e o macaco namorador”.
Antônio Baixinho entrava vestido numa malha azul
     segundo os vereadores Mário Rodrigues e Maninho, a malha era rósea, mas eu prefiro crer que era azul      de mãos dadas com o macaco e na outra a boneca. Antônio Baixinho colocava a boneca sobre uma cadeira e olhando bem sério para o macaco apontava em direção à boneca e perguntava:
     Como é que rapaz namora?
O macaco, que a essas alturas já não suportava de tanta fome e sabendo o que havia dentro da boneca, corria desesperado em direção a ela, dava-lhe um beijo na boca, mordendo lhe toda, e apertando-a com tanta força para que saísse mais banana de dentro dela.
O ponto culminante do espetáculo era quando o macaco apertava o bumbum da boneca, arrancando aplausos calorosos de toda plateia. Quando acabava a banan, consequentemente acabava o namoro e o macaco voltava para Antônio Baixinho, que pegava na mão dele e os dois se curvavam perante o público que, de pé, batia palma e pedia bis.

Escrito: Por Giovani de Oliveira

domingo, 20 de janeiro de 2013

Historia Contadas por Antonio Baixinho e Escrita por Giovani de Oliveira

          A Saga de Antônio Baixinho, o mascate da Vila Neuma A Vila Neuma é um bairro periférico, da cidade de Iguatu, onde acontece de tudo. Fuxico lá, corre mais ligeiro do que ladrão da polícia. É exatamente nesse bairro que mora o folclórico Antônio Baixinho, que nasceu humorista, mas se tornou vereador, segundo ele, por insistência do povo. Ele é uma espécie de guru do bairro. Para que vocês tenham uma ideia ele leva doente para o hospital, criança para ser batizada, noiva para se casar. Quando algum casal se encontra brigado, é o nosso pequeno herói que procura o consenso, dando uma de conselheiro. Apartar briga de foice e de faca é também com ele mesmo. Apesar da estatura, quase dois metros de altura quando está em cima de um palanque, Antônio Baixinho é realmente uma grande figura. Com um senso de humor aguçado, não perde oportunidade de provar isso em qualquer situação, seja ela a mais inusitada possível e imaginável. Com vocês as melhores de “Antoin Baixim” 

Escrito: Por Giovani de Oliveira

Antônio Baixinho e a Culinária

Antônio Baixinho estava trabalhando na roça, junto com vários peões. A comida era péssima: no almoço, feijão com pão de milho; no jantar, mungunzá d’agua no sal.

Antônio Baixinho não suportando mais, revolucionariamente reuniu os colegas e disse: “vocês vão ver como amanhã eu vou almoçar arroz com carne”.

Dez da manhã do dia seguinte, na roça num sol escaldante, Antônio Baixinho dá uma agonia de araque e cai sobre a enxada. Os colegas levam-no até a casa do patrão. Ao chagarem, colocam Antônio baixinho no alpendre. O patrão chega e pergunta:


     O que foi que houve?
     O nosso colega que desmaiou –respondeu um dos peões.
Nesse momento, um ventinho vindo da cozinha traz consigo um cheiro de comida temperada. Antônio Baixinho fingindo e , pensado ele ser o momento certo, começa a gemer:
     Ai, ai, ai, meu Deus!
O patrão grita:
     Zefa faça ligeiro um chá de marcela com talo de mamão e traga aqui pra esse moço.
Antônio Baixinho, morto de fome e sabendo que não ia sair a tão sonhada comida, passa a mão na barriga e grita:
     Pode trazer o feijão com pão de milho!




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Na noite que o defunto arrotou, quero informa que tenho permição da familia para conta esta historia seu alfredo vivia com um problema muito serio no intestino a te q veio morrer como sempre a vila ela e muito solidaria quando morre uma pessoa nos fomos para o velhorio la para as 3 hora da manha seu alfredo da um Arroto que o povo sai correndo para fora da casa de taipo a janela bem pequeninha ficou grande Tantico um grande amigo meu deu uma carreira nessa mesma noite pegou o trem asa branca ate hoje nunca mais apareceu levamos o defunto para Dr Hildernando ele falou q ele tinha morrido de uma indisposição gástrica a que nos conhecemos com enpasinado